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Polícia

05/02/2021 15:30

Polícia: grupo usava empresas de fachada e não ostentava lucros

Esquema foi desmantelado pela Operação Parasita, deflagrada nesta sexta-feira (5)

THAIZA ASSUNÇÃO E BRUNA BARBOSA
DA REDAÇÃO

A organização criminosa desmantelada pela Operação Parasita, nesta sexta-feira (5), mantinha várias empresas de fachada para lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Em dois anos, eles movimentaram mais de R$ 18 milhões.

De acordo com o delegado Frederico Murta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil, as empresas foram abertas em nome dos familiares do líder da organização criminosa, o detento Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”.

 

Alguns destes familiares chegaram a ser presos na operação de hoje.

 

“Eles utilizam uma técnica conhecida como ‘smurfing’, que é fazer pequenas transferências de maneira a tornar essa lavagem de dinheiro mais inidentificável”, disse o delegado.

 

Murta explicou que mesmo movimentando altos valores, os membros da organização não ostentavam o dinheiro justamente para não serem descobertos.

 

“Não identificamos nenhuma postura, que normalmente é costume de alguns traficantes, de esbanjar veículos de luxo, apartamentos e casas de alto valor” , afirmou.

 

Ainda conforme o delegado, a Polícia descobriu a compra de algumas casas e veículos, mas sem nenhum luxo e todos em nome dos familares de Marreta. 

 

“Ele [Marreta] sempre foi muito criterioso em não utilizar nada que chamasse muita atenção para evitar que acontecesse o que aconteceu dessa vez”, pontuou o delegado.

 

A operação

 

No total, foram cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Pernambuco.

 

A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 12 milhões nas contas dos investigados, além do sequestro de diversos imóveis, valores em espécie e veículos.

 

Sob o comando de Marreta, a  organização atuava no tráfico de drogas em diversos municípios de Mato Grosso, como Barra do Bugres, Alto Paraguai, Jaciara, Nova Olímpia, Feliz Natal e Nova Mutum.

O grupo ainda fornecia entorpecentes a integrantes de outras organizações atuantes na região nordeste do Brasil.

 


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