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Polícia

05/01/2021 09:55

4 anos após morte de aluno, tenente Ledur será julgada em janeiro

Jessica Bachega

jessica@gazetadigital.com.br

Em 2020, a morte do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, completou 4 anos sem julgamento dos acusados. Audiência que irá decidir se a tenente Izadora Ledur é inocente ou culpada pelo falecimento do rapaz está marcado para 21 de janeiro de 2021.


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O jovem sonhava em ser bombeiro, assim como o pai. Ele fazia parte da 16ª turma do Curso de Formação de Bombeiros e estava na reta final da capacitação quando morreu, no dia 15 de novembro de 2016 e a formatura foi realizada em dezembro daquele ano.

Arquivo pessoal

rodrigo claro

 Rodrigo Claro morreu aos 21 anos

O sofrimento de Claro começou no dia 10 de novembro, quando participava do treinamento de salvamento aquático na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Ele estava com dificuldade para nadar e passou horas sendo “afogado” pela tenente, que era instrutora do curso. Mesmo pedindo que ela parasse e relatando mal estar, o soldado não foi dispensado.


No limite de suas forças e após ingerir muita água, ele saiu do local e foi até o quartel dos bombeiros, informando ao superior o que havia ocorrido. De lá, ele seguiu para a policlínica do Verdão, em frente à unidade militar.


Na unidade de atenção básica recebeu os primeiros atendimentos e foi transferido para o Hospital Jardim Cuiabá, onde ficou internado até morrer, no dia 15 de novembro. O laudo médico atestou que ele havia sofrido uma hemorragia cerebral. O jovem, que tinha 21 anos na época, passou por cirurgia, mas não resistiu.


Logo após o episódio, a tenente Izadora Ledur foi afastada das funções para investigação feita pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros. Durante 3 anos, ela apresentou diversos atestados médicos, alegando problemas psicológicos. Por conta dos documentos, a militar só foi ouvida em março de 2020.


Após o fato com Rodrigo Claro, outros alunos denunciaram a tenente e foi divulgado que ela já havia respondido a Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), mas inocentada.


O Inquérito Policial Militar (IPM) concluiu a conduta irregular da tenente. O material foi encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE), que pediu a condenação de Ledur por tortura e exclusão da corporação.


Em audiência na 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá, a acusada chorou e alegou que não teve conduta irregular o aluno. Ainda mencionou que ele tinha “descontrole emocional” durante os treinamentos.


A mãe do aluno, Jane Claro, é assistente de acusação no processo e fez diversas campanhas cobrando justiça pela morte do filho.

 


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