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14/02/2021 11:46

Embora debilitado por deserções, Partido Republicano ainda é de Trump

A

absolvição do ex-presidente Donald Trump no segundo impeachment certifica o controle que ele exerce sobre o Partido Republicano, a despeito dos dez deputados e sete senadores que se rebelaram e o responsabilizaram por incitação à insurreição. No placar final, de 57 a 43 no Senado, o ex-presidente se salvou da condenação por dez votos. Mas não escapou ileso.

 

Trump e o partido saem moralmente abatidos no julgamento político mais curto da história dos EUA, marcado pelo horror das imagens que mostraram a vulnerabilidade dos congressistas e do vice-presidente Mike Pence, sob ataque de extremistas-seguidores do ex-presidente.

Para os republicanos, a absolvição tem sabor amargo e está mais atrelada à lealdade do que propriamente à credibilidade e à fé em Trump. O maior exemplo de sua força vigorosa sobre o partido é a justificativa aparentemente contraditória do líder da minoria republicana, Mitch McConnell, que o inocentou, mas num duro discurso considerou-o responsável pela invasão do Capitólio.

“Os rebeldes se tornaram violentos porque foram alimentados com falsidades selvagens pelo homem mais poderoso da Terra. Ele estava com raiva por ter perdido a eleição”, resumiu o senador.

 

O recado de McConnell é preciso, traça o caminho árduo que o Partido Republicano tem pela frente se quiser soltar as amarras do líder que nos últimos quatro anos atuou como agente da desordem, descomprometido com o Estado de Direito.

Não restam dúvidas de que, com seu veredicto favorável a Trump, 43 senadores republicanos se assumem reféns do ex-presidente, cientes da força dominante que ele mantém sobre a base de seguidores. O medo ou as ambições eleitorais superaram qualquer desconforto gerado pelas cenas de fanáticos soltos pelo Congresso à caça do vice Mike Pence.

Apesar das sete deserções, Trump ainda é o nome mais forte da legenda para a eleição de 2024. Embora silenciado nas redes sociais, não perdeu tempo: cantou vitória, transferiu a responsabilidade para os opositores e anunciou em breve o recomeço de seu movimento político.


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